0 Menu

Quinzinzinzili

Régis Messac

13.50

pvp 15 | preço web 13.50

Talvez existam algures restos de grupos humanos, como aquele de que faço parte, que se esforçam por prolongar a sua existência miserável em plena barbárie. Resta-me explicar por que ironia cósmica consegui sobreviver, sozinho na Europa, com um pequeno grupo de crianças.

Este romance de título impronunciável é uma pérola de humor, delírio e desalento. Nos conturbados anos trinta, quando as potências se precipitam para uma nova guerra, a humanidade concretiza finalmente o seu íntimo desejo de se aniquilar a si própria. Tudo o que resta dela é meia dúzia de crianças e um único adulto. O mundo pós-apocalíptico de Quinzinzinzili (escrito em 1935) é mais do que alerta ou premonição. É o embrião da distopia aos olhos de um sobrevivente prostrado e indiferente, desiludido com a natureza humana e a reinvenção da civilização.

Quinzinzinzili traz à memória O Deus das Moscas, escrito quase vinte anos depois.

Régis Messac, nascido em 1893 e desaparecido em data incerta num
qualquer campo de concentração, foi um meteórico romancista, ensaísta e jornalista francês, adepto do anarquismo não violento e crítico dos costumes da sua época. Assinou, com o seu nome e incontáveis pseudónimos, artigos polémicos contra os seus ódios de estimação: a corrupção, o militarismo, a religião, a família tradicional, o sistema de ensino, as privações das mulheres ou o sensacionalismo dos média. É considerado o precursor da ficção científica em França.

  • Título original Quinzinzinzili
  • ©éditions L’Arbre vengeur, 2007
  • Tradução Inês Dias
  • Ilustração de capa e contracapa Marco Mendes
  • 1.ª edição 2017
  • N.º pp. 160
  • ISBN 978‑972‑608‑305-4