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O Direito à Preguiça

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Uma estranha loucura domina as classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Essa loucura é o amor pelo trabalho, a paixão moribunda pelo trabalho, levada até à exaustão das forças vitais do indivíduo e da sua prole.

Numa era em que a religião do trabalho exige dos seus fiéis crescentes sacrifícios laborais, em troca de um lugar na santa comunidade de cidadãos honestos, ler O Direito à Preguiça (1880) é cometer um salutar pecado capital.
No século XIX, quando já os santos do capitalismo se alinhavam no firmamento da economia, Paul Lafargue aprimorava na prisão, com muita ironia, este ensaio clássico e iconoclasta. Debruçando-se sobre a devoção ao trabalho que arrebatara os operários da época, o autor punha em causa a universalidade e a historicidade deste absurdo zelo, numa sociedade em que o indivíduo se abstinha do seu tempo livre em nome da sobreprodução e da acumulação obsessiva. Leitura imprescindível nos tempos que correm, O Direito à Preguiça é um eloquente manifesto contra o vício do trabalho, que corrompe as faculdades humanas, e em defesa da liberdade fundamental de empregarmos o tempo a nosso bel-prazer.

A vida de Paul Lafargue (1842-1911), intelectual revolucionário e genro de Karl Marx, é indissociável da história do socialismo francês. Nascido em Santiago de Cuba, fixou-se em Paris em 1851, onde estudou Medicina e viu despertar o seu interesse pela vida política. Expulso da universidade por actividades subversivas, exilou-se em Londres, onde dinamizou a Primeira Internacional. A convicta defesa da Comuna de Paris valeu-lhe várias penas de prisão, a perseguição pelas autoridades e a fuga para Espanha. Foi um fecundo polemista e redactor em periódicos como L’Égalité e La Tribune. Em 1911, suicidou-se com a sua companheira Laura Marx.

  • Título original Le Droit à la paresse
  • Tradução José Alfaro
  • Ano de edição 2016
  • N.º pp. 96
  • ISBN 978-972-608-288-0