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Cavalo Pálido, Pálido Cavaleiro

Katherine Anne Porter

14.40

pvp 16.00 | preço web 14.40

Tradução Paulo Faria
Posfácio Diana V. Almeida

Cavalo Pálido, Pálido Cavaleiro (1939) é uma reflexão profunda sobre a natureza humana e a futilidade da guerra. Reúne três novelas essenciais na obra de Katherine Anne Porter: «Velha Mortalidade», «O Vinho do Meio-Dia» e o conto que dá nome a este tríptico, tido pela obra-prima da autora. Estudo magistral sobre o mal, «O Vinho do Meio-Dia» é uma história de ganância e crime numa quinta do Sul do Texas, inspirada na paisagem de infância da autora. Em «Velha Mortalidade» e em «Cavalo Pálido, Pálido Cavaleiro», enredam-se a infância, dominada pela enigmática figura da tia Amy e por histórias de família, e a vida adulta da heroína Miranda, alter ego da autora. Num brilhante exercício de escrita, «Cavalo Pálido, Pálido Cavaleiro» revela a mente febril de Miranda, os seus delírios e memórias estilhaçadas, quando, vítima da gripe espanhola, está à beira da morte.

Katherine Anne Porter (1890-1980) teve por berço o Texas rural e patriarcal, a sufocante pobreza do pós-guerra civil, e o seu percurso até à consagração foi tirado a ferros. A sua vontade indómita e um talento invulgar para a escrita levaram-na, como repórter de jornais locais, da boémia Greenwich Village ao México revolucionário, nos anos 20, e à Europa, na década de 30, após quase ter sucumbido à gripe espanhola. Exímia na arte do conto, foi uma das primeiras autoras modernas americanas a abordar literariamente o racismo e o machismo sulista, em histórias que revelam um profundo entendimento da psicologia humana e da violência, elegendo como temas os conflitos entre a liberdade e o conformismo, a intimidade e a independência. Teve uma enorme influência libertadora nas escritoras sulistas que se seguiram e a sua voz depurada ecoa em Eudora Welty e Flannery O’Connor. Famosa pelo romance A Nave dos Loucos, ganhou em 1966 o Prémio Pulitzer pelo conjunto dos seus contos.