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Baleia

Paul Gadenne

12.60

pvp 14 | preço web 12.60

Julgáramos ver apenas um animal que dera à costa: contemplávamos um planeta morto.

Publicada por Albert Camus na revista Empédocle em 1949, a obra-prima de Paul Gadenne é um texto fulgurante que, em pouquíssimas páginas, ombreia com os grandes romances. Quando Pierre leva Odile a ver uma baleia branca encalhada na praia, o que pensar daquele monstro belo e hediondo? Monumento do horror e esplendor da guerra? Da impotência e do desespero do homem? Metáfora de um continente em decomposição? Baleia, crónica de um reencontro com o outro e consigo mesmo, é uma pérola agora emergida, um colosso que dá à costa, numa escrita radiante e hipnótica como o fluir e refluir da maré.

Paul Gadenne (1907-1956), novelista, poeta e dramaturgo, estudioso de Proust e colaborador das principais revistas literárias da sua época, foi injustamente esquecido após a sua morte prematura, aos 49 anos, vítima de tuberculose. Passou os últimos vinte anos da sua vida entre sanatórios e quartos alugados no País Basco francês, altura intensa em que escreveu as suas obras mais ambiciosas – como La Plage de Scheveningen (1952), romance sobre o apelo da nostalgia, ou L’Invitation chez les Stirl (1955), revelador das fragilidades e frustrações das relações humanas. Ao longo da sua vida, Paul Gadenne fez da solidão o motor e o tema dos seus textos, construídos com uma excepcional sensibilidade e um singular poder de sugestão.

  • Título original Baleine
  • Tradução e notas José Alfaro
  • Posfácio Francine Lenne
  • Tradução do posfácio Anabela Carvalho Caldeira
  • Ilustração de capa e contracapa Marco Mendes
  • 1.ª edição 2017
  • N.º pp. 120
  • ISBN 978‑972‑608‑306-1