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A Serpente

Stig Dagerman

7.50 / Esgotado

Nascido em 1923, em Alvkarleby, na Suécia, Stig Dagerman desejou desde a adolescência querer a eternidade do que se quer. É no confronto com esta impossibilidade consubstancial do desejo que se irá desenvolver toda a obra de Dagerman tornando o seu frente a frente com a morte – psíquica e física – ponto de partida de uma ligação apaixonada e inquieta empenhada e crítica íntima e partilhada com a história contemporânea.A Serpente constitui uma reacção às imensas ruínas humanas solidificadas pela Segunda Guerra Mundial numa visualização clarividente da angústia social. O terreno onde decorre o essencial de toda a acção d’ A Serpente é o de uma caserna militar onde a disciplina se apresenta como o campo ideal do isolamento individual pedagogia da submissão ao absurdo. A capacidade efabulatória do autor é sem dúvida extraordinária traduzindo-se por uma riqueza imagética de grande precisão. O medo fio condutor das sete novelas desta colectânea é aqui cruelmente exposto adoptando a narração vários estilos de temática sombria: uma exposição de variadas expressões do medo sempre a partir da sua raiz social ou gregária. Mas a capacidade analítica de Dagerman é de tal modo sincera verídica que a exposição dramática não cai nunca no patético; tudo é tragicamente verosímil.
Stig Dagerman publicou este seu primeiro livro aos 22 anos. Acabará por suicidar-se a 4 de Novembro de 1954 na sua garagem. «Um acidente do trabalho do autor consigo próprio» escreve Olof Lagercrantz seu biógrafo. Do mesmo autor nesta editora: O Vestido Vermelho (1989), A Ilha dos Condenados (1990), Outono Alemão (1991), Jogos da Noite (1992).

  • Tradução Ana Diniz (do sueco)
  • Ano de edição 2000
  • N.º pp. 336
  • ISBN 972-608-117-3